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A inalação de gotículas é a forma mais comum de transmissão do coronavírus. Mas o uso correto de máscaras pode reduzir o fluxo de partículas em mais de 90%. Especialista explica quais são as mais eficientes, o jeito certo de vestir e como reutilizá-las. Você pode ouvir O Assunto no G1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou no sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Pelo sexto dia seguido, a média móvel de mortes bateu recorde no Brasil. Na quinta-feira (4), foram 1.361 óbitos na média dos últimos sete dias. E enquanto a vacinação segue insuficiente e novas variantes, mais contagiosas, se espalham pelo país, é importante reforçar medidas de proteção. Distanciamento social e uso de máscaras. “A inalação de gotículas é a via mais importante de transmissão. E a ideia da máscara é reduzir esse mecanismo”, resume Vitor Mori, doutor em engenharia biomédica e pesquisador na Universidade de Vermont, nos Estados Unidos. Neste episódio, Vitor explica a Natuza Nery, ponto a ponto, a importância de sempre, em qualquer ocasião, usar máscaras. “Se puder, fique em casa. Se tiver que sair, prefira ficar ao ar livre. Agora, se for inevitável ficar em ambiente fechado, use máscara de melhor qualidade”, recomenda. As do tipo PFF2 são as que garantem melhor nível de proteção, podem ser compradas por menos de R$ 5 a unidade e permitem reuso. O CDC dos Estados Unidos sugere também o uso combinado de máscara cirúrgica com máscara de pano – juntas, garantem o bloqueio de mais de 90% de partículas do ar. Vitor explica também como testar a qualidade de uma máscara e os melhores procedimentos de limpeza. O que você precisa saber: Covid-19: qual máscara é melhor? Veja comparativo, segundo 'Science' A mistura de máscaras que pode bloquear 92% de partículas, segundo CDC Máscara transparente ou 'M85'; o produto de vinil que não funciona Estudo analisa efetividade dos diferentes materiais de máscaras Infectologistas alertam para importância da máscara e do distanciamento social mesmo para quem já teve Covid O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Glauco Araújo, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Nesta semana, na apresentação: Natuza Nery. Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

Quarteto lança 'When You See Yourself', com músicas nem sempre ancoradas na voz afinada e afiada de Caleb Followill. Foco das letras também muda, indo ainda mais além de sexo e pegação. Kings of Leon Divulgação Quem já foi em show do Kings of Leon e não saiu de lá reclamando, bom sujeito não é. A banda americana virou nome forte da geração 2000 do rock sendo tecnicamente impecável no estúdio e nos palcos. Costuma, no entanto, entregar performances sem tanta vontade em festivais. "Gente, acho que o vocalista sorriu", ouviu-se certa vez na plateia do Lollapalooza. Vinte anos depois, o desdém e a amargura de sempre parecem fazer muito mais sentido, acompanhada pelos arranjos e temáticas deste oitavo álbum. "When You See Yourself" reverbera com maturidade (essa palavra...) as duas fases anteriores da banda: "Claire And Eddie", lenta e sofrida, tem algo do country rock de garagem do começo; "Golden Restless Age" é indicada aos fãs da faceta mainstream, quase Bon Jovi. Mas eles vão além disso. O álbum marca uma terceira era do Kings of Leon, menos direta e hedonista, e um pouco mais reflexiva e ousada musicalmente. Pronto desde o fim de 2019, "When You See Yourself" é mais um álbum de rock de estádio lançado em uma era em que não há rock de estádio, por razões pandêmicas. Mas diferentemente do som festivo e descomplicado dos Foo Fighters, o Kings of Leon complica o som e as letras. E isso faz bem ao som deles. O rock de FM direto e com cantadas baratas, ouvido no bom álbum anterior de 2016, dá lugar a um rock épico cheio de reflexões sobre a passagem do tempo. É assim no refrão colante (daqueles que poucos roqueiros em atividade sabem fazer) de "Time in Disguise". "Feche os olhos e o que você vê? É um homem ou uma máquina mascarada? É o mundo ao qual pertenço ou apenas uma sombra de luz? É só o tempo disfarçado", canta Caleb. As canções não são mais sempre ancoradas na voz afinada e afiada de Caleb Followill. As letras vão mais além de sexo "pegando fogo" ou outra pegação qualquer. A capa do álbum 'When you see yourself', do Kings of Leon Divulgação "Stormy Weather", por exemplo, é comandada pelo baixo de Jared Followill. Começa falando de uma "escapada" às quatro da manhã, mas termina com um olho no relógio: O tempo longe daqui nunca pareceu tão longo / Encontre sua lembrança e volte para casa". “Sinto que começamos a fazer coisas que, no início de nossa carreira, eu teria sido contra”, disse Caleb em entrevista recente. "Agora, temos músicas em que minha guitarra não tem destaque. Ainda estamos tentando encontrar maneiras de experimentar." Os vocais de Caleb também servem para baladas potentes do finalzinho de álbum. "Supermarket" foi escrita em 2009, quando o vocalista passou por problemas com alcoolismo e a banda quase se separou. Ela e "Fairytale" meio que se completam. "E é uma longa e difícil estrada até que eu possa chegar até você / E eu estarei aguentando, esperando que o sol brilhe", canta ele, em "Supermarket". "Mal posso esperar para ver o que você encontrará / E o sol encontrará seu lugar para brilhar", conclui, com mais otimismo, em "Fairytale". Sóbrios e sem tantas brigas em família (o quarteto tem três irmãos e um primo), o Kings of Leon agora tem tempo e cabeça para novas viagens. Em vez de usar alguém, querem usar outros instrumentos e outras ideias.
Primeiro caso da doença foi confirmado no estado em 5 de março de 2020. Novas medidas de Combate a aglomeraçoes no Rio entram em vigor Em 5 de março de 2020, o Rio de Janeiro teve a confirmação do primeiro caso de Covid-19 – uma mulher de 27 anos, de Barra Mansa, que chegava da Itália. Exato um ano depois, mesmo com a vacinação iniciada, a capital fluminense retoma nesta sexta-feira (5) restrições mais rígidas contra um novo pico de contaminação. Pelo menos até quinta-feira (11), quando haverá uma nova avaliação da prefeitura, a cidade precisará seguirá as seguintes regras: entre 23h e 5h, será proibido permanecer em ruas, espaços públicos e praças; a multa por descumprimento é de R$ 562,42 – a circulação está permitida. bares e restaurantes só poderão abrir das 6h às 17h, e com 40% de ocupação, inclusive em shoppings centers — o take away (retirada) de alimentos também está proibido, mas o delivery (entrega) está liberado; Praias: estão proibidos quiosques, ambulantes e barraqueiros – banho de mar, exercícios e permanência na areia estão liberados; Eventos, festas e rodas de samba também estão proibidos; Não podem funcionar boates, casas de espetáculo, feiras especiais, feiras de ambulantes e feirartes (artesanato) — feiras livres estão liberadas; atividades econômicas que têm atendimento presencial podem funcionar entre 6h e 20h, mas com circulação de público limitada a 40%. Nesta lista, estão: comércio, shopping center (exceto praças de alimentação, que vão operar até as 17h), academias, salões de beleza, cabeleireiros, supermercados, entre outros. Rio passa a ter novas regras restringindo atividades e aglomerações em vias públicas A evolução da doença O número de solicitações de internações por Covid-19 aumentou no estado. Esse foi um dos motivos que levaram a prefeitura da capital a adotar medidas mais duras para combater a disseminação do novo coronavírus no município. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, houve 787 solicitações entre 18 e 24 de fevereiro e 868 pedidos entre 25 de fevereiro e 3 de março. O prefeito Eduardo Paes citou ainda outros três fatores que contribuíram para as medidas: o agravamento da pandemia em outros estados, o que não descarta que a situação se agrave no Rio; o alerta nacional da Fiocruz sobre o aumento do número de casos; o fato de que as pessoas não estão respeitando as restrições impostas.

As medidas de apoio econômico aos caucaienses foram anunciadas nesta quinta-feira (4). A isenção de algumas taxas e impostos é uma das medidas do pacote. O prefeito de Caucaia, Vitor Valim, anunciou nesta quinta-feira (4) um pacote de medidas de ajuda econômica aos moradores do município. O objetivo, de acordo com o governo municipal, é auxiliar as famílias com dificuldades financeiras devido aos impactos econômicos causados pela pandemia. “Vamos isentar, neste ano, o IPTU de imóveis de até 400 mil reais no valor de mercado. Isso representa cerca de 61 mil famílias da nossa Caucaia.”, declarou o prefeito. Com as ações, a expectativa da prefeitura é injetar mais de R$ 80 milhões na economia local. Prefeito de Caucaia, Vitor Valim. Prefeitura de Caucaia/Reprodução Outras medidas do pacote são: isenção de ISS para autônomos e isenção de taxas para os permissionários; prorrogação da validade de licenças e alvarás de funcionamento dos estabelecimentos com validade para 2021; isenção de alvarás sanitários, de construção e Habite-se; prorrogação automática de 12 meses para todos os incentivos fiscais concedidos; prorrogação da validade de certidões negativas municipais por 180 dias. Outra ação do pacote será a distribuição de kits de alimentação todo mês para todos os alunos da rede municipal de ensino, além da entrega retroativa referente a fevereiro deste ano, de acordo com a prefeitura. Assista às notícias do Ceará no G1 em 1 Minuto
Nos primeiros meses de quarentena, as máquinas andaram devagar quase parando. Alguns meses depois, o ritmo de produção voltou forte e as fábricas já trabalhavam em três turnos. Pandemia faz disparar o consumo de papelão no país O Brasil conheceu na quarta-feira (3) o impacto da pandemia no PIB. A economia encolheu mais de 4% em 2020. Mas foi um período em que o consumo de um item essencial em diversos setores disparou e, agora, a escassez dele tem atrapalhado a recuperação da indústria. Daqui de dentro, ela viu de perto a mudança. A caixa de papelão correu com o remédio, carregou o eletrônico, abasteceu a dispensa, levou o almoço, embalou a economia desde que o vírus impôs o distanciamento social. O diretor de operações de um dos maiores centros de distribuição do comércio eletrônico nunca tinha visto tanto vai e vem de caixas. “A gente cresceu no terceiro trimestre de 2020 131%. Então todo esse crescimento gera também um crescimento de consumo dos materiais de embalagem, e tinha uma escassez desse tipo de material no mercado, e houve um aumento de preços”, relatou o diretor de operações do mercado de envios no Brasil, Luiz Vergueiro. Depois de virar protagonista, o papelão roubou a cena e depois sumiu. “Logo que começou o lockdown, o volume de pessoas na rua, nas lojas caiu muito. Com isso, os catadores de papel começaram a encontrar menos material na rua. E eu quero lembrar que algo como 70%, 75% da matéria-prima para fazer as caixas de papelão vêm do papelão reciclado”, disse o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados. Raro e caro, o papel ainda coloca limites para a retomada da indústria. “Hoje a gente está com uma falta de insumos muito grande. Nossos fornecedores estão com capacidade lotada e os prazos de entrega quase que dobraram - 60% foi reajuste de caixa de embarque do ano passado para esse. Se eu colocar o pedido hoje, o pedido é entregue daqui a 60 dias; então é uma situação bem difícil para caixa de embarque”, afirmou o diretor industrial Sidney Anversa Júnior. A indústria não estava programada para o calendário da pandemia. Nos primeiros meses de quarentena, as máquinas andaram devagar quase parando. Alguns meses depois, o ritmo de produção voltou a ficar forte e as fábricas já trabalhavam em três turnos. Setembro e outubro de 2020, quando já não faltavam pedidos, começou a faltar papel. Não que os produtores estivessem parados. As fábricas de embalagem foram as primeiras a sentir a crise e a ouvir os sinais de recuperação. Na comparação do primeiro trimestre de 2020 com o mesmo período do ano anterior, a produção de papel ondulado no país cresceu 7%. Com o começo da pandemia, caiu 3,5%. No terceiro trimestre, registrou um aumento de mais de 10%. E nos últimos três meses do ano, o aumento continuou forte: quase 8%. Um problema inusitado para um ano de pandemia: ter dificuldade de atender o volume de pedidos. “Na realidade, o setor está na capacidade total, desde o mês de julho do ano passado, trabalha muito próximo da capacidade e isso faz com que a gente tenha que atender os volumes históricos dos nossos clientes, tendo dificuldade de vender em volumes maiores mesmo que eles tenham uma necessidade maior por conta do aumento das suas vendas”, explicou Sérgio Ribas, presidente de uma empresa de embalagens. A indústria brasileira de árvores, que representa a cadeia de base florestal do campo à indústria, estima que em 2020 a demanda por papel cartão - outro tipo de matéria prima para embalagens - alcançou 630 mil toneladas, um crescimento de 6,4% na comparação com 2019. E diz que: “Essencial, essa indústria não interrompeu as atividades durante a pandemia, com operações reorganizadas para garantir segurança dos trabalhadores, empenhada em atender o mercado”. O economista José Roberto Mendonça de Barros vê a pressão sobre insumos da indústria como um fenômeno mundial. Mas o disse que Brasil tem um desafio a mais. “No caso brasileiro, nós temos que adicionar em algumas áreas o fato de que nos últimos dez anos, quando as nossas crises começaram a se tornar mais recorrentes, muitas companhias pararam de expandir capacidade produtiva. E, portanto, não tem, mesmo, capacidade para aumentar a produção”, disse ele. Na fábrica de chocolate, fica no porão o produto mais precioso da produção. “As embalagens viraram realmente o ouro para nós devido a todos os aumentos que tivemos”, contou o diretor-financeiro da empresa. O jeito foi reciclar o prejuízo do ano em que não teve Páscoa. “Em torno de 20% das embalagens que não foram utilizadas a gente está utilizando esse ano. E agora vamos ver, tentar vender, ver se em 2021 a gente tem um crescimento em relação a 2020 que foi muito complicado”, afirmou
A vacina chegou e marcou uma conquista da etnia kuikuro. De 600 indígenas, 163 se infectaram, mas ninguém evoluiu para a forma grave da Covid. A mobilização fez a diferença. Aldeia no Alto Xingu, no Mato Grosso, é exemplo de enfrentamento à pandemia Mato Grosso é o quarto estado no país com mais mortes de indígenas por Covid. Mas é de lá, do Alto Xingu, que vem um exemplo de enfrentamento à pandemia. A vacina chegou e marcou uma conquista da etnia kuikuro, do Alto Xingu, em Mato Grosso. "Graças a nossa organização ninguém saiu para cidade, ninguém precisou fazer oxigênio, ninguém foi a óbito também”, conta Kauti Kuikuro, técnico de enfermagem da aldeia. De 600 indígenas, 163 se infectaram, mas ninguém evoluiu para a forma grave da Covid. A mobilização fez a diferença. “Eu sou o cacique daqui, lutando para o povo da comunidade. Eu consegui trazer uma médica para cá, na aldeia, para trabalhar para nós aqui". A médica da família Giulia Parise Balbão aceitou o emprego no Xingu, onde passou seis meses. Ela e um enfermeiro chegaram à aldeia Ipatse em julho. "Eles já haviam construído uma casa de isolamento para os pacientes sintomáticos respiratórios. A comunidade é muito organizada e já tinha preparado tudo para nossa chegada”, diz Giulia. Os kuikuro compraram alimentos, álcool em gel, máscaras, cilindros de oxigênio e remédios com cerca de R$ 200 mil que arrecadaram em uma campanha com a ajuda de um coletivo de pesquisadores. “Quando o cacique viu na televisão que o vírus ia chegar no Brasil, já começou a se mobilizar. Vamos conscientizar as pessoas para que elas não saiam para as cidades, para que elas mantenham o isolamento, pensaram em estratégias, uso racional de medicamento. A gente não usou nenhuma medicação de tratamento precoce, que não tenha evidência científica que funcione”, explica a médica Giulia Parise. Nem todas as etnias tiveram o mesmo resultado. Um levantamento feito pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil aponta que 49.582 indígenas foram contaminados no país; 985 morreram. “A Apib entrou com ação no STF. Exigia ali um plano do governo para o enfrentamento da pandemia. Esse plano foi e voltou quatro vezes e não conseguiu ser implementado. Essa demora da implementação do plano favoreceu o aumento rápido da contaminação e também das mortes”, diz a presidente da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Sonia Guajajara. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, pediu as associações ligadas aos indígenas uma avaliação sobre o novo plano do governo. Ainda não houve uma decisão. Outra preocupação comum aos povos indígenas são as fake news, o que os kuikuro, do Alto Xingu, também combateram: “Aqui, nós, a comunidade, o povo kuikuro não acredita em fake news. Acreditamos na ciência e tomamos a vacina”, diz a liderança indígena Yanama Kuikuro. “A, vocês vão virar jacaré. Não! Eu falei muito com eles isso aqui. Eu estou muito feliz mesmo. Eu quero tomar mais vacina. Mais vacina para comunidade. Eu estou feliz!", afirma o cacique da aldeia Ipatse, Afukaká Kuikuro. O Ministério da Saúde informou que já vacinou 250 mil índios, e que tem 15 mil profissionais de saúde em áreas indígenas.
Prefeitos cobram a compra e a distribuição rápida dos 350 milhões de doses anunciados nesta quarta (3) pelo Ministério da Saúde em reunião com as lideranças municipalistas. A Confederação Nacional de Municípios divulgou uma nota em que pede urgência na vacinação em massa pela União, por meio do Programa Nacional de Imunização, para que haja igualdade entre todos os brasileiros. Os prefeitos cobram a compra e a distribuição rápida dos 350 milhões de doses anunciados nesta quarta (3) pelo Ministério da Saúde em reunião com as lideranças municipalistas. Mas os municípios ressalvam que, se continuar a indefinição do governo federal em relação ao cumprimento do calendário de distribuição, estados e municípios devem pactuar temporariamente a aquisição suplementar das vacinas. Para isso, usariam os 300 consórcios públicos já atuantes, que abrangem mais de 3,6 mil municípios. Os prefeitos afirmam que a oferta de imunizantes pela União é lamentavelmente lenta e concluem: “É hora de despolitizar a pandemia para que todas as lideranças, em quaisquer dos níveis federativos, na sua ação pessoal, sirvam de exemplo, respeitem o distanciamento social, usem máscara e liderem com empatia e sentimento humanitário as suas populações”.

Sistema de estacionamento rotativo ficará suspenso a partir de sábado (6) até 19 de março. Taubaté suspende cobrança de Zona Azul durante fase vermelha Divulgação/ Prefeitura de Taubaté A Prefeitura de Taubaté anunciou nesta quinta-feira (4) que a cobrança da Zona Azul ficará suspensa no município durante a fase vermelha, que inicia no sábado (6). O estado optou pelo retorno da fase vermelha por conta do aumento expressivo do número de casos, internações e mortes causadas pela Covid. Após a determinação do Governo do Estado de São Paulo, todas as cidades do estado vão regredir à fase mais restritiva do Plano SP. As medidas entram em vigor a partir de sábado (6) e permanecem até o dia 19 de março. A prefeitura já chegou a suspender a cobrança em outros momentos desde o começo da pandemia. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Segundo levantamento do Observatório do Clima, São Félix do Xingu lidera com folga o ranking das cidades brasileiras que mais emitem gases que agravam o aquecimento global. Município de São Félix do Xingu, no Pará, é um dos maiores poluidores de planeta Um município brasileiro de 130 mil habitantes é um dos maiores poluidores do planeta. A conclusão é de um levantamento inédito do Observatório do Clima. É o maior estudo do gênero no mundo. Foram três anos de trabalho para medir as emissões de gases estufa de cada um dos 5.570 municípios brasileiros e os resultados foram surpreendentes. São Félix do Xingu, no Pará, lidera com folga o ranking das cidades brasileiras que mais emitem gases que agravam o aquecimento global. Além de ter o maior rebanho bovino do país, a cidade também lidera o ranking dos desmatamentos. Resultado: as emissões de São Félix, com aproximadamente 130 mil habitantes, superam as de países como Chile, Uruguai, Croácia e Noruega. São Félix do Xingu é uma das sete cidades da Amazônia que aparecem no ranking dos dez maiores poluidores do país - quatro são do Pará; as outras são de Rondônia, Mato Grosso e do Amazonas. São Paulo, a maior cidade do país, aparece em 4° lugar e o Rio de Janeiro, em 9°. De acordo com o estudo, a agropecuária é a principal fonte de emissões de 65% dos municípios, seguido de desmatamento, energia, resíduos e emissões das indústrias. “Se o agronegócio conseguir se desenvolver sem desmatar, coisa que os próprios agentes do setor dizem que é possível, a gente já está vendo na prática, a gente pode um setor agropecuário brasileiro, em vez de ser o maior contribuinte para as emissões, ser o maior contribuinte global para remoções de carbono da atmosfera”, alertou Tasso de Azevedo, coordenador do Observatório do Clima. O mapeamento apresenta São Paulo como o maior emissor de gases estufa no setor de energia, principalmente por causa da poluição dos veículos. Serra, no Espírito Santo, aparece como maior poluidor no setor industrial, por causa da siderurgia. Embora tenha a metade da população de São Paulo, e gere menos lixo, o Rio de Janeiro é menos eficiente que a capital paulista no tratamento dos resíduos. Por isso, lidera o ranking das emissões nacionais a partir do lixo. Agora os pesquisadores pretendem apresentar até o fim do ano soluções para cada cidade reduzir as próprias emissões. “Esse é o tipo de ferramenta que a gente precisa hoje para ajudar os gestores municipais a fazerem uma política de baixo carbono e amiga do clima no Brasil todo”, disse Tasso de Azevedo.
Governadores de 14 estados defendem a vacinação em massa o mais rápido possível e afirmam que estão no limite de suas forças e possibilidades. Catorze governadores estaduais divulgaram uma carta aberta ao presidente da República em que pedem providências para obter novas doses de imunizantes para controlar o aumento exponencial de casos de infecção e mortes pelo coronavírus. Os governadores dizem que estão no limite de suas forças e possibilidades, que investiram em equipamentos, distanciamento social e orientações à população, mas que essas ações estão próximas do exaurimento e a pandemia seguirá matando. Os governadores defendem a vacinação em massa o mais rápido possível. Afirmam que a procura por imunizantes no mundo é extraordinária, que é preciso agilizar mecanismos de compra, com esforço ainda maior dos ministérios da Saúde e das Relações Exteriores e, se possível, com ajuda da OMS. Eles dizem ainda que a variante P1 já entrou em estágio de transmissão e se revelou mais letal. Os governadores observam, também, que o percentual de vacinas aplicado no Brasil ainda é muito baixo, assim como a expectativa de imunizar todos os grupos prioritários, e dizem que os exemplos de países bem-sucedidos neste momento recomendam um esforço político e diplomático liderado pelo governo brasileiro no plano das relações internacionais para garantir novos carregamentos de vacinas.

Segundo a assessoria de imprensa do cantor, a causa da morte foi acidental, mas as circunstâncias ainda não foram esclarecidas. Filho do cantor, Zé Felipe, postou vídeo com o amigo em rede social. Assessor do cantor Leonardo morre em fazenda do artista em Jussara, Goiás Reprodução/Instagram Um assessor do cantor Leonardo morreu por um tiro acidental de arma de fogo nesta quinta-feira (4) na fazenda Talismã, de propriedade do artista, localizada em Jussara, no noroeste do estado. Milton Rodrigues, conhecido como Passim, trabalhava no meio artístico há 30 anos. Segundo a assessoria de imprensa do cantor, a causa da morte foi acidental, mas as circunstâncias ainda não foram esclarecidas. A assessoria da Polícia-Técnico Científica informou que equipes de Perícia Criminal e de Medicina Legal fizeram a perícia no local e no corpo com o objetivo de fornecer suporte técnico-científico às investigações da Polícia Civil. HO cantor Zé Felipe, filho de Leonardo, postou vídeo com Passim em sua rede social nesta noite e disse que "não dá para acreditar" a perda do amigo (veja acima). No vídeo, Zé Felipe e Passim brincam juntos e o artista pede para que o amigo não morra nunca. "Se você morrer, eu desenterro você e ponho em pé de novo", diz Zé Felipe. Passim e o cantor Leonardo Reprodução/Instagram A noiva de Zé Felipe, Virginia Fonseca, postou uma imagem de luto na rede social e lamentou a morte de Passim. "Infelizmente perdemos uma pessoa muito especial para nós. Que Deus conforte a família. Vamos sentir sua falta Passim", escreveu. Amigos de Passim também postaram mensagens de luto nas redes sociais e fizeram homenagens. Zé Felipe e Passim Reprodução/Instagram Virginia Fonseca, noiva de Zé Felipe, posta imagem de luto em rede social sobre morte do Passim Reprodução/TV Anhanguera VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Vítima era abusada por dois homens, identificados como seus tios. Ela teve 3 filhos, um morreu no ventre da mãe. A Polícia Civil e Militar de São Miguel do Guamá, nordeste do estado, prendeu dois homens suspeitos de manterem uma mulher cárcere privado há 13 anos. Segundo a denúncia, ela também era abusada sexualmente. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (4). A prisão ocorreu na agrovila São Pedro do Crauateua. A vítima era abusada por dois homens, identificados como seus tios. Ela teve 3 filhos, um morreu no ventre da mãe. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi encontrada em um cômodo da casa. No local foi encontrado uma espingarda. Os acusados foram presos e levados para a Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) de São Miguel do Guamá para os procedimentos cabíveis.
Para conter a pandemia, instituição defende a aceleração da vacinação e medidas restritivas para atividades não essenciais e a circulação de pessoas. Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (4), a Fiocruz faz uma alerta sobre o avanço de variantes da Covid no Brasil. Pesquisadores analisaram dados de oito estados. Em seis deles, mais da metade das amostras apresentou vírus que sofreram mutação. Até o momento, pesquisadores não observaram uma clara associação dessas variantes com quadros clínicos graves, mas lembram que elas têm um potencial mais transmissível. Diante desse resultado, a Fiocruz defende a aceleração da vacinação e medidas restritivas para atividades não essenciais e a circulação de pessoas.
Acompanhe em tempo real a atualização das informações da pandemia no estado. Coronavírus no Paraná: Veja as notícias sobre a pandemia no estado Acompanhe em tempo real a atualização das informações da pandemia no estado. Veja a playlist com os vídeos exibidos nos telejornais da RPC. Vacina contra Covid-19: Veja quantas doses do primeiro lote cada região do Paraná vai receber. Confira a média móvel de mortes e casos de Covid-19 no estado do Paraná

Recurso será liberado pelo Banco da Amazônia (Basa) e governo vai atuar nas facilidades para captação. Protocolo de intenções foi formalizado durante encontro virtual Márcio Pinheiro/Secom Empreendedores do Amapá de diversos segmentos, tanto na cidade quanto no campo, podem acessar R$ 405 milhões em crédito para financiamento de projetos através do Banco da Amazônia (Basa). Protocolo de intenções entre a entidade e o governo do estado foi assinado nesta quinta-feira (4). O objetivo é fortalecer a economia local em diversas áreas, como agricultura, comércio, serviços, turismo, pequenos negócios, exportação, entre outros. A maior parte do recurso destinado pelo Banco da Amazônia vem do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), com R$ 378.41 milhões. Os R$ 27,7 milhões restantes são do crédito comercial do banco. Projetos devem atender critérios de sustentabilidade Ascom MRN/Divulgação São várias linhas de financiamento disponíveis aos empreendedores, todas com foco na sustentabilidade e na capacidade de desenvolvimento. O banco espera grande adesão de microempreendedores, o que pode elevar a quantidade de negócios cobertos pelo recurso. “Queremos financiar pequenos projetos para atender o máximo possível de empreendedores. Temos recursos e prazos diferenciados para fomento do empreendedorismo trazendo oportunidades para a região”, declarou Valdecir Tose, presidente do Basa. Crédito tem linha para projetos de ciência, tecnologia e inovação TVCA O protocolo de intenções foi formalizado em cerimônia virtual com o governador Waldez Góes (PDT). O chefe do Executivo frisou que o estado vai se comprometer a levar a oferta de crédito a maior parte de interessados. “Por parte do governo não faltará esforço para ampliarmos o acesso a esses recursos de Oiapoque ao Jari. A pandemia atingiu muito os pequenos negócios e disponibilizar crédito é uma forma de ajudar a reanimar e reativar esses mercados para gerar mais emprego e renda para a população amapaense”, reiterou. Para Louise Caroline, superintendente de Desenvolvimento da Amazônia, é necessário que as propostas atendam as áreas prioritárias da região. "Precisamos de um desenvolvimento inclusivo sustentável, não podemos pensar na proteção da floresta sem pensar na inclusão das pessoas, e este protocolo reafirma o compromisso de desenvolver, levar e fomentar cadeias produtivas", reiterou. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

Para realizar o pagamento, basta imprimir o boleto de licenciamento, disponível no site do Detran. Os proprietários de veículos com finais de placa 01,11, 21 e 31 têm até esta sexta-feira (5) para pagar o licenciamento anual, sem multas. De acordo com o Departamento de Trânsito do Estado (Detran), o número total de frota que precisa ser licenciada no Pará é de 74.397automóveis. Os municípios com maiores frotas são Belém (15.323), Ananindeua (5.056 ), Marabá (4.298 ), Santarém (3.916 ) e Parauapebas (3.420). O Detran alerta que o condutor que não pagar o licenciamento no prazo estipulado pelo órgão comete infração gravíssima, com penalidade de multa no valor de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de correr o risco de apreensão do automóvel. Para realizar o pagamento, basta imprimir o boleto de licenciamento, disponível no site do Detran. Além da taxa do Departamento de Trânsito, no boleto de licenciamento constam as multas, se houver. O pagamento dos valores também pode ser efetuado via internet banking, nas agências bancárias ou nos caixas eletrônicos. Após o pagamento, o condutor pode baixar a versão eletrônica do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) no aplicativo “Carteira Digital de Trânsito”. Os veículos que forem removidos por licenciamento atrasado serão levados para o parque de retenção do Detran, localizado na rua do Japonês, no bairro do Benguí.
Epidemiologista Denise Garrett afirma que o governo federal não agiu na hora certa para garantir imunizantes para a população. Bolsonaro critica quem cobra do governo a compra de vacinas contra a Covid Nesta quinta-feira (4), em conversa com apoiadores, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o presidente Jair Bolsonaro criticou quem cobra do governo a compra de vacinas contra a Covid. "Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, né: ‘Vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe! Não tem para vender no mundo”, disse Bolsonaro. A epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, Denise Garrett, afirmou que o governo federal não agiu na hora certa para garantir imunizantes para a população. “O Brasil está sem vacinas é porque não fizeram acordos de compra de vacinas, alguns meses atrás quando teriam que ter feito esses acordos. Todos os países que fizeram os acordos, pode até haver algum atraso, mas estão recebendo as vacinas. O Brasil não tem acordo. O Brasil tem um acordo com a AstraZeneca e tem um acordo com a OMS que é sem previsão. Então, esse é o maior problema. Não houve uma vontade, não houve uma procura, não houve um interesse em se firmar os acordos quando se deveria ter firmado. E se não firmar acordos agora, também para receber no fim do ano ou no início do ano que vem, vamos ficar sem vacinas até 2022”, afirma a epidemiologista. Denise Garrett continua: “Foi um erro, sim, de apostar numa só vacina. Não se colocam todos os seus ovos numa cesta só. Mesmo porque poderíamos ter atrasos, como estamos tendo -atrasos com o envio de IFAs, atrasos com transferência de tecnologia. Houve uma sequência de erros de diplomacia, erros de comunicação. Porque, na verdade, houve críticas e uma espera. Eu me lembro de uma fala que ele disse que o Brasil é uma país de 200 milhões de habitantes, eles que têm que vir a nós, nós que não vamos a eles, eles que têm que vir bater na nossa porta. Isso não é realista numa situação de pandemia a nível mundial, onde todos os países estão batendo na porta, estão derrubando a porta das companhias farmacêuticas, o presidente se dá ao luxo de sentar e esperar que venham a nós”.
Seja na UTI de um hospital ou em uma sala de vacinação, boa parte dos mais de 2 milhões de profissionais de enfermagem do país está desde o início na linha de frente do combate à Covid. Enfermeiros e técnicos de enfermagem têm um esforço enorme na campanha de vacinação A campanha de vacinação tem exigido mais um esforço enorme de enfermeiros e técnicos de enfermagem na pandemia. Um líquido tão escasso e cobiçado deve ser aplicado por mãos responsáveis e bem treinadas. Ivonete é técnica de enfermagem em um posto de saúde em São Paulo. Trabalha em campanhas de vacinação há 12 anos e sabe o que essa picadinha representa. “Dar vacina em alguém é devolver a esperança de que tudo vai voltar, de que tudo vai melhorar. Eu falo que logo todos nós vamos estar vacinados e que a gente tem que estar feliz por um que está próximo a nós estar vacinado”, diz Ivonete Carvalho Paiva. Seja na UTI de um hospital ou em uma sala de vacinação, boa parte dos mais de 2 milhões de profissionais de enfermagem do país está desde o início na linha de frente do combate à Covid. E são esses profissionais que criticam a atitude de alguns poucos. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram as chamadas “vacinas de vento”, quando o profissional finge aplicar a dose no paciente. A enfermeira Viviane Camargo, coordenadora da Câmara Técnica de Atenção à Saúde do Conselho Federal de Enfermagem, disse que 14 denúncias estão sob investigação. “A gente entende que são casos que devem ser tratados como exceção mesmo. Nesse momento, nos drive-thrus, nos postos volantes, são todos profissionais extremamente capacitados. A gente não tem dúvidas quanto à competência técnica desses profissionais”, afirmou Viviane Camargo. O Conselho Federal de Enfermagem lembra que o paciente tem o direito de acompanhar cada etapa do processo de preparação da dose. O profissional deve informar a marca e a validade da vacina. Como cada frasco dá para dez doses, não é sempre que o lacre vai ser retirado na frente do paciente. Mas o profissional deve mostrar a seringa pronta, com a dose de 0,5 ml. “O procedimento em si ele pode ser registrado. Tanto de forma fotográfica quanto pela filmagem mesmo. O que não pode, sem o aval do profissional, é filmar a pessoa que está aplicando sem que ela deseje isso”, explicou Viviane Camargo. Depois da aplicação, o paciente e o profissional de saúde podem conferir juntos se todo o líquido foi injetado. Dona Maria Cristina ficou emocionada depois de receber a primeira dose e fez questão de agradecer quem estava ali trabalhando pela saúde dela. “A relação nesse momento é curta, mas não sai da memória. Dela e de todas as que vieram atrás, fazendo esse trabalho, durante esse ano todo, cuidando desses pacientes e dando um pouco de esperança. Parabéns! Parabéns para vocês”, disse a aposentada Maria Cristina Feliciano Nobre.

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Segundo o documento divulgado por sete organizações da sociedade civil, mais de 70% das informações que deveriam ser públicas e acessíveis à sociedade estão incompletas, indisponíveis ou inconsistentes. Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (4) por sete organizações da sociedade civil critica a falta de transparência do Ministério da Saúde na divulgação de dados sobre a vacinação contra a Covid. O documento aponta que mais de 70% das informações que deveriam ser públicas e acessíveis à sociedade estão incompletas, indisponíveis ou inconsistentes. Os pesquisadores afirmam que isso dificulta as medidas de combate à pandemia em todo Brasil. O Ministério da Saúde declarou que tem interesse em manter a população informada sobre a vacinação e que precisa de mais tempo para analisar, no banco de dados, as questões apontadas no documento.

Sertãozinho, Bebedouro e Jaboticabal estão com a capacidade esgotada nesta quinta-feira (4). Toque de recolher ampliado e fase vermelha no estado começam à zero hora de sábado (6). Bebedouro, Sertãozinho e Jaboticabal têm 100% dos leitos de UTI ocupados Um levantamento feito pela EPTV, afiliada da TV Globo, e pelo G1 mostra que três das seis maiores cidades da região de Ribeirão Preto registram, nesta quinta-feira (4), 100% de ocupação nos leitos públicos de unidade de terapia intensiva (UTI) Covid-19. Em Bebedouro (SP), quatro pacientes tiveram que ser transferidos a hospitais de cidades vizinhas, porque as 20 vagas estão cheias. Em Sertãozinho (SP), pelo terceiro dia consecutivo, todas as dez vagas na Santa Casa estão ocupadas. A mesma situação ocorre em Jaboticabal (SP), com 13 moradores internados em estado grave. Embora ainda tenha condições de receber pacientes em estado grave, Barretos registra 92% de ocupação, com apenas quatro leitos livres dos 52 oferecidos. Na noite desta quinta-feira, Ribeirão Preto atinge 94% de ocupação no Sistema Único de Saúde (SUS), com 103 pessoas em 109 vagas. Franca (SP) tem a situação mais confortável, com 20 leitos livres dos 52 dispostos na rede pública de saúde. Hospital em Bebedouro, SP Reprodução/EPTV Risco de colapso regional Os índices preocupam especialistas por causa do risco de um colapso regional, já que pacientes podem morrer sem receber atendimento. “Em julho e agosto do ano passado, nós tivemos uma situação bastante crítica, e agora nós estamos nos aproximando daquela situação. O que estamos sofrendo hoje é algo muito próximo da pior época da pandemia no ano passado”, diz Amaury Lelis Dal Fabbro, médico infectologista do Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto. Só no HC, hospital referência de saúde para a região, são 52 pacientes em estado grave em tratamento para Covid-19. Segundo Dal Fabbro, o aumento de internações é reflexo das aglomerações registradas no fim de 2020 e no carnaval. “Natal e ano novo, as festas, as aglomerações, o carnaval. Estamos sofrendo bastante com essa modificação de comportamento no sentido de achar que a pandemia pudesse estar controlada.” Profissionais de saúde durante atendimento em leito de UTI Covid em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Para o pesquisador Domingos Alves, da USP, o problema das UTIs lotadas ao mesmo tempo é a impossibilidade de ajuda entre as cidades. Com os hospitais no limite, a transferência de pacientes fica comprometida. “Hoje nós temos uma única região no estado de São Paulo que estaria com uma taxa de ocupação de leitos aceitável, que é a da Baixada Santista. Só que é impraticável com o aumento simultâneo em todas as regiões, principalmente no interior de São Paulo, você ter, no caso de uma superlotação, como mandar pacientes para outros lugares”, afirma. População no Centro de Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Restrição de circulação Para tentar conter o avanço da doença, o governo de São Paulo decretou fase vermelha em todo o estado a partir da zero hora de sábado (6). Ainda segundo o Executivo, pelo menos 500 novos leitos de UTI serão abertas em todo o estado. Se de um lado os especialistas concordam que as vagas são bem-vindas, de outro reforçam que não é possível relaxar as medidas para reduzir a taxa de transmissão. “A notícia que você está dando para a população é que você pode ficar doente, você vai ficar doente e nós podemos receber você nos hospitais. O que tem que se começar a falar é de políticas relacionadas à quebra da cadeia de transmissão, que sejam restritivas de pessoas que possam transmitir umas para as outras o vírus.” Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre a região de Ribeirão Preto

Como a população dos grupos etários aumenta na medida em que a idade diminui, a escala passa a ser feita levando em conta o mês de nascimento. A partir de sexta (5), os pontos irão fazer imunização tanto da 1ª dose quanto da 2ª. Curitiba divulga novo cronograma de vacinação de idosos Curitiba recebeu, nesta quinta-feira (4), uma nova remessa de vacina contra o novo coronavírus. Foram entregues ao município 11.080 doses. Com esse novo lote, a capital dá continuidade ao programa de imunização dos idosos. A vacinação continua sendo feita por escalas de idade. Como a população dos grupos etários aumenta na medida em que a idade diminui, a escala passa a ser feita também levando em conta o mês de nascimento, para evitar aglomerações, segundo a prefeitura. A partir de sexta-feira (5), os pontos de vacinação da cidade irão fazer a imunização tanto da primeira dose quanto da segunda dose. O novo cronograma prevê a imunização de idosos entre 81 e 79 anos, conforme escalonamento: Sexta-feira (5): 81 anos completos, nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho Sábado (6): 81 anos completos, nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro Segunda-feira (8): 80 anos completos, nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho Terça-feira (9): 80 anos completos, nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro Quarta-feira (10): 79 anos completos, nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho Quinta-feira (11): 79 anos completos, nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro Para agilizar o cronograma de imunização a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) irá abrir 13 pontos de vacinação para aplicação da primeira dose no sábado (6), 11 deles fixos (das 8h às 14h) e dois no sistema drive-thru (das 9h às 14h). O drive thru da Igreja Santo Antônio não funcionará no sábado. Como funciona a vacinação para idosos? Para esse grupo não haverá agendamento. A Secretaria Municipal da Saúde orienta que para tomar vacina é necessário que os familiares dos idosos incluídos nesta etapa se dirijam aos pontos de vacinação. A recomendação para receber a vacina é que o idoso esteja com um acompanhante e leve documento de identificação com foto, CPF e comprovante de residência com endereço de Curitiba, para quem não tiver o cadastro na plataforma Saúde Já. Curitiba amplia vacinação contra a Covid-19 para idosos entre 81 e 79 anos Agência Santarém/Divulgação Pontos de vacinação de idosos Locais fixos (das 8h às 17h): Pavilhão da Cura, no Parque Barigui Unidade de Saúde Salvador Allende, na Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712, no Sítio Cercado US Vila Diana, na Rua René Descartes, 724, no Abranches US Jardim Paranaense, na Rua Pedro Nabosne, 57, no Alto Boqueirão US Camargo, na Rua Pedro Violani, 364, no Cajuru US Ouvidor Pardinho, na Rua 24 de Maio, 807, na Praça Ouvidor Pardinho US Vila Feliz, na Rua Pedro Gusso, 866, no Novo Mundo US Pinheiros, na Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370, em Santa Felicidade Clube da Gente CIC, na Rua Hilda Cadilhe de Oliveira Rua da Cidadania do Tatuquara, na Rua Olivardo Konoroski Bueno Rua da Cidadania do Fazendinha, na Rua Carlos Klemtz, 1700 Drive-thru (de segunda a sexta, das 9h às 17h e sábado (6), das 9h às 14h): Pavilhão da Cura, no Parque Barigui (entrada somente pela BR-277). Estacionamento do Santuário Nossa Senhora do Carmo, no Boqueirão (entrada será feita exclusivamente pelo segundo portão do estacionamento, pela Rua Frederico Mauer). Paróquia Santo Antônio, no Boa Vista (entrada única pela Rua Geraldo Gustavo Oscar Mueller). VÍDEOS: Vacina contra a Covid-19 no Paraná Veja mais notícias do estado em G1 Paraná.

No julgamento, juízes eleitorais consideraram que a eleição de Adail configurou o terceiro mandato consecutivo dentro do mesmo núcleo familiar. Prefeito de Caori, Adail Filho Rede Amazônica/Reprodução O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) rejeitou, nesta quinta-feira (4), recursos ingressados pelo ex-prefeito de Coari, Adail Filho, que teve o registro de candidatura cassado. Com a decisão, fica mantida a determinação de novas eleições na cidade. Adail e o vice, Keitton Pinheiro, tinham sido reeleitos no 1º turno das eleições municipais de 2020. No julgamento desta quinta, os juízes eleitorais consideraram que a eleição de Adail configurou o terceiro mandato consecutivo dentro do mesmo núcleo familiar. Nos embargos, ele alegou que a Justiça já havia reconhecido a ruptura do exercício do grupo familiar em Coari desde 2014. Por meio de nota, Adail disse que respeita a decisão do TRE-AM, mas irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reverter a decisão. Cassação Adail Filho, do Progressista, teve o registro de candidatura cassado em dezembro de 2020, após decisão unânime. No entendimento da corte eleitoral, Adail feriu a legislação eleitoral que proíbe que integrantes do mesmo núcleo familiar exerçam mandados por mais de duas legislaturas consecutivas. O pai do prefeito, Adail Pinheiro foi eleito em 2012, mas cassado pela justiça em 2014. Na ocasião, Raimundo Magalhães assumiu o cargo e completou o mandado. No entanto, em 2016, Adail foi eleito prefeito e reeleito em 2020. Família Pinheiro No ano passado, Adail Filho foi preso durante a Operação Patrinus por suspeita de montar um esquema de corrupção que desviou, pelo menos, R$ 100 milhões. Segundo as investigações, Adail Filho pagava fornecedores que não recebiam da prefeitura há anos. Em troca, cobrava dos empresários 30% do valor da dívida. Ainda segundo o MP, o prefeito também arrecadava propina fraudando licitações. Adail Filho e Mayara Pinheiro são filhos de Adail Pinheiro - acusado de comandar uma rede de pedofilia em Coari. Adail Pinheiro foi preso pela primeira vez em 2008 na Operação Vorax, da Polícia Federal, por suspeita de desviar mais de R$ 40 milhões. À época, os policiais também colheram indícios de que Adail chefiava uma rede de exploração sexual que contava com servidores públicos para identificar e aliciar as vítimas. Em 2014, ele foi denunciado por pedofilia e condenado por comandar um esquema milionário de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na Prefeitura de Coari. Já em 2017, Adail Pinheiro recebeu indulto e teve extinção da pena de prisão de mais de 11 anos. Veja os vídeos mais vistos do G1:

Município identificou as variantes inglesa e de Manaus em estágio de transmissão comunitária entre a população. O prefeito disse que o sistema de saúde beira o caos. Prefeito de Anápolis chora ao falar sobre relato de médico sobre casos de Covid-19 Para conter o avanço do contágio pelo coronavírus nas últimas semanas, a prefeitura de Anápolis, a 55 km de Goiânia, decidiu em um decreto emergencial publicado nesta quinta-feira (4) fechar todas as atividades econômicas e não econômicas a partir das 19h de sexta-feira (5) até as 4h do dia 15 de março (veja as regras ao final do texto). O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), chorou nesta quinta ao citar o relato de um médico que trabalha na linha de frente contra a Covid-19 no município. O político disse que o médico também chorou ao falar sobre o contato com familiares de pacientes que morreram. Naves destacou que a situação da rede pública de saúde beira o caos. "Você vê um médico recém-formado virar para você e falar, chorando: 'não dou conta mais de chamar família e avisar que um ente querido se foi. Eu já dei essa notícia para mais de 50 pessoas'", contou Naves. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Anápolis, 10 pessoas morreram de coronavírus nas últimas 24 horas. Ao todo, 24.516 moradores foram contaminados com o vírus e 516 pacientes morreram. O município tem 60 leitos de UTI, dos quais, 50 estão ocupados. Na enfermaria, são 86 vagas disponibilizadas e 65 estão em uso. No sábado (27), a situação o município tinha 70% de ocupação das vagas e, com a abertura de 10 novos leitos, o prefeito desistiu de publicar um decreto com regras mais rígidas. “Com mais esses dez leitos que contratamos junto à Santa Casa e com a reabertura do Leblon ganhamos um fôlego e evitamos um possível lockdown agora", disse o prefeito, no sábado. Além da aproximação de um colapso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Anápolis identificou as variantes do coronavírus vindas da Inglaterra e de Manaus, em estágio de transmissão comunitária entre a população. Aglomeração de pessoas em loja de conveniências de posto em Anápolis, Goiás Arquivo pessoal Coronavírus Goiás registrou 3.742 pessoas contaminadas pelo coronavírus em 24 horas e o avanço da doença entre a população nas últimas semanas provoca sobrecarga no sistema de saúde. Ao todo, 408.707 pessoas em Goiás contraíram do vírus desde o início da pandemia. O número de mortes pela doença chegou a 8.777. Nas últimas 24 horas, morreram 63 pessoas. Veja as regras para as atividades que poderão funcionar: Atendimento de urgência e emergência; Unidades de hematologia e hemoterapia; Unidades de oncologia, neurocirurgia, neurologia, intervencionista, pré-natal, terapia renal substitutiva, psiquiatria e reabilitação; Atendimento à urgências e emergências odontológicas; Farmácias e drogarias; Clínicas de Vacinação; Clínicas de imagem; Serviços de testagem para COVID-19; Laboratórios de análises clínicas; Cemitérios e Funerárias; Distribuidores e revendedores de gás e de combustíveis; Estabelecimentos de comércio varejista e atacadista de produtos alimentícios, ficando autorizado o funcionamento ao público das 6h a 0h, limitando-se a estes a entrada de apenas um membro por núcleo familiar: Supermercados, hipermercados e mercearias; Distribuidora de água; Açougues e peixarias; Laticínios e frios; Frutarias e verduras; Panificadoras, padarias e confeitarias; sendo estas somente para retirada no local ou modalidade delivery; Estabelecimentos comerciais de fornecimento de insumos e gêneros alimentícios e de higiene animal, apenas na modalidade delivery; Estabelecimentos comerciais que atuem na venda a de produtos agropecuários, apenas na modalidade delivery; Estabelecimentos de indústrias de automobilismo deve funcionar com a capacidade máxima de 30%; Hotéis e pousadas, apenas com o limite de capacidade de até 50%; Restaurantes, lanchonetes e similares, apenas na modalidade delivery, com entregas ao destino do consumidor até meia noite; Restaurantes e lanchonetes localizadas as margens da rodovia poderão utilizar mesas e cadeiras no limite máximo de até 30% de sua capacidade de pessoas sentadas; Autopeças, exclusivamente na modalidade delivery, mantendo-se presencialmente o quantitativo de até 30% dos funcionários; VÍDEOS: coronavírus em Goiás

Interessados devem enviar currículo por e-mail, entrar em contato por telefone ou comparecer nos endereços informados. Há vagas para pedreiro e auxiliar de pedreiro em Feira de Santana PMM/Divulgação Empresas localizadas na cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, divulgaram vagas de emprego disponíveis para sexta-feira (4). Os interessados devem entrar em contato por telefone, enviar e-mail para os endereços citados, ou comparecer nos endereços informados na lista abaixo. Confira vagas: Açougueiro Com experiência em corte Ligar para (75) 9 9876-8390 ou (75) 3022-4135. Também pode comparecer na Avenida João Durval Carneio Feirinha da Estação Nova 1 vaga Pedreiro Com experiência Ligar (75) 9.8177-1893 ou (75) 9.8295-1595 1 vaga Auxiliar de pedreiro Com experiência Ligar (75) 9.8177-1893 ou (75) 9.8295-1595 1 vaga Representante comercial Com veículo próprio, experiência na área, atuar em Feira e região Contato pelo whatssap (75) 9.9223-1102 1 vaga Veja mais notícias do estado no G1 Bahia. Assista aos vídeos do G1 e TV Bahia 💻
O documento entregue ao Senado prevê 38 milhões de doses de vacina contra o coronavírus. Este mês, inicialmente, seriam 46 milhões. Novo cronograma do Ministério da Saúde para março tem 8 milhões de doses de vacinas a menos O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta (4), um novo cronograma para entrega de vacinas em março - e com uma redução de quase 8 milhões de doses em relação ao cronograma divulgado em fevereiro. O documento entregue ao Senado prevê 38 milhões de doses em março. Inicialmente, seriam 46 milhões. Segundo o ministério, a diferença se deve à redução das doses da AstraZeneca - 4 milhões que seriam importadas da Índia não devem chegar a tempo - e a Fiocruz, que produz o imunizante no Brasil, também recebeu insumos da China com atraso. Além disso, o governo contava com 400 mil doses da Sputnik, que só devem chegar em abril. A redução do número de doses este mês só não vai ser maior porque o Butantan deve entregar 5 milhões de doses a mais da CoronaVac. No documento, o Ministério da Saúde afirmou que espera comprar 13 milhões de doses da Moderna ainda em 2021 - e mais 50 milhões em 2022. Na mesma sessão no Senado, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, anunciou que no dia 16 vai se reunir com representantes da Johnsons para discutir o uso emergencial da vacina.
A Polícia Federal continua as investigações para identificar as outras três pessoas que postaram mensagens ameaçadoras ao presidente. Homem de 24 anos foi preso em Uberlândia por publicar ameaças contra Bolsonaro na internet A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (4), João Reginaldo da Silva Júnior, de 24 anos, morador de Uberlândia, Minas Gerais. Numa rede social, ele e mais três pessoas publicaram ameaças de morte ao presidente Jair Bolsonaro, que visitou a cidade. A Polícia Federal continua as investigações para identificar as outras pessoas que postaram mensagens ameaçadoras ao presidente. A defesa de João Reginaldo disse que ele já foi solto e que, por enquanto, não vai se manifestar.
Profissionais da saúde estão enfrentando o que vem sendo chamado de pandemia da saúde mental, que provoca afastamentos e um rombo nas equipes de atendimento. Estados sofrem com a falta de médicos, muitos contaminados e outros afastados por exaustão O governo de Minas Gerais está com dificuldade de ampliar a oferta de leitos de UTI por falta de profissionais da saúde. O trabalho na UTI exclusiva para Covid já não estava fácil para Iara. Mas quando ela perdeu a avó para a doença, a depressão bateu forte. “Eu fiquei muito abalada, perdi um pouco a estrutura, a força para o trabalho, e tive que pegar um afastamento de praticamente um mês fora do hospital. Passei a tomar antidepressivo para poder suportar esse baque”, conta a técnica de enfermagem Iara Neves. Um ano de trabalho duro nos hospitais tem pesado muito no psicológico dos trabalhadores. Eles estão enfrentando o que vem sendo chamado de pandemia da saúde mental, que provoca afastamentos e um rombo nas equipes de atendimento. A Fundação Hospitalar de Minas Gerais tem capacidade para abrir mais 50 leitos exclusivos para Covid em sete hospitais no estado. “Aumentamos os números de UTIs, de leitos de enfermaria, mas agora nós chegamos num ponto no Brasil que não há mais médicos”, disse o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. No Hospital Júlia Kubitschek, em Belo Horizonte, dez leitos de terapia intensiva estão vazios por falta de médicos. A Fundação Hospitalar de Minas Gerais vai abrir nesta sexta-feira (5) um chamamento de emergência. “A gente tem essa dificuldade por escassez de mercado mesmo, porque nós estamos falando de um profissional especialista para atendimento em terapia intensiva. Nós estamos falando em médicos que precisam ter experiência. Então, isso reduz muito a oferta de profissionais para preenchimento de vagas”, afirma Fábio Baccheretti Vitor, presidente da Fhemig. O médico Diego Vieira, do Ceará, viu vários colegas se afastarem do trabalho. “Há um ano você trabalha em um ritmo frenético, estressante. Você vê gente morrendo na sua frente, morrendo por causas evitáveis. Tenho vários colegas que simplesmente pararam de trabalhar. Não têm mais saúde mental pra trabalhar”, diz. Um sentimento compartilhado pelo médico socorrista Breno Leite, de Goiás: “Você vê vizinho seu falecendo, você vê amigo seu falecendo, você vê colega de trabalho falecendo. Tem uma hora que você chega no seu limite emocional... Você não suporta”.
“A vacinação em massa é que vai nos permitir manter a economia em funcionamento”, afirmou o ministro da Economia. Paulo Guedes disse que não há economia sem saúde O ministro da Economia, Paulo Guedes, também defendeu a vacinação em massa e destacou que, sem saúde, não há economia. “Precisamos de saúde, emprego e renda. Primeiro a saúde, sem saúde não há economia. Da mesma forma, a vacinação em massa é que vai nos vai permitir manter a economia em funcionamento. Então, precisamos de saúde, emprego e renda. Essa é a nossa pauta, e nós vamos enfrentar esse desafio terrível que nós estamos enfrentando com a mesma coragem, com a mesma determinação e com a mesma cooperação de sempre.”
Chegaram 8,2 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo vindos da China. Novo lote vai permitir a produção de mais 14 milhões de doses de vacinas CoronaVac. Mais um lote de insumos chega ao Instituto Butantan O Instituto Butantan recebeu, nesta quinta-feira (4), o maior carregamento de matéria-prima até agora para produção da CoronaVac. O Butantan vai transformar os 8,2 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo em mais 14 milhões de doses. Nos próximos dias, uma nova remessa de insumo chinês vai completar os 46 milhões de doses do primeiro contrato com o Ministério da Saúde.
"Marielle, o documentário" é uma série sobre a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. A outra produção selecionada é "Todas as mulheres do mundo". Duas produções do Globoplay são selecionadas para Berlinale Series, do Festival de Berlim Duas produções do Globoplay estão sendo exibidas na Berlinale Series Market, que faz parte do Festival de Berlim 2021. "Marielle, o documentário" é uma série de seis episódios sobre a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, assassinados no dia 14 de março de 2018. Dirigida por Caio Cavechini, o seriado marcou o início da produção de séries documentais do jornalismo da Globo para o Globoplay. A outra produção selecionada é "Todas as mulheres do mundo", baseada no filme de mesmo nome, de 1966, do diretor Domingos de Oliveira. A série, com direção artística de Patrícia Pedrosa, traz reflexões filosóficas sobre a vida, o amor e a morte. O ator Emílio Dantas é Paulo, um arquiteto que a cada episódio se apaixona por uma mulher diferente. “Marielle, o documentário” e “Todas as mulheres do mundo” estão disponíveis no Globoplay. “Todas as mulheres” também está na programação da Globo, toda terça, depois do BBB.

Caso ocorreu nesta quinta-feira (4), próximo da ponte de acesso à Ilha, em Paulo Afonso. Corpo foi achado no Rio São Francisco e retirado do local por equipes do Corpo de Bombeiros Divulgação/Corpo de Bombeiros Um corpo foi achado nesta quinta-feira (4) no Rio São Francisco, próximo da ponte de acesso à Ilha, em Paulo Afonso, no norte da Bahia. A informação é do Corpo de Bombeiros, que fez a retirada do corpo da água. A causa da morte ainda é desconhecida. O resgate do corpo foi feito por equipes do 15° Grupamento de Bombeiros Militar (15°GBM/Paulo Afonso). Uma guarnição da Policia Militar da Bahia já estava no local. Os bombeiros acionaram o Departamento de Policia Técnica (DPT) para os demais procedimentos legais. O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) faz um alerta aos cidadãos sobre os cuidados no meio líquido. É importante que os banhistas tomem alguma precauções como conhecer o ambiente antes do banho de mar, rio ou lago. Os pescadores também devem observar o ambiente antes de iniciar a atividade. Veja mais notícias do estado no G1 Bahia. Assista aos vídeos do G1 e TV Bahia

Randolph Scooth e a esposa Regiane Gurgel foram investigados por usarem do cargo para receber doses da CoronaVac, em Serra do Navio. Secretário de saúde de Serra do Navio, Randolph Scooth, foi imunizado contra a Covid-19 Prefeitura de Serra do Navio/Divulgação O ex-secretário de Saúde de Serra do Navio, Randolph Scooth, e a esposa dele, a assistente social Regiane Gurgel, viraram réus em ação de improbidade administrativa no caso onde os dois foram acusados de terem furado a fila de prioridades da vacina contra a Covid-19. A denúncia partiu dos ministérios públicos Estadual e Federal e foi aceita pelo juiz João Bosco Soares, da 2ª Vara Federal do Amapá. Havia o pedido de afastamento do cargo, mas Randolph deixou a função em 5 de fevereiro à pedido, segundo a prefeitura. O secretário recebeu a dose da CoronaVac em 19 de janeiro, um dos primeiros no município. Pelas redes sociais, ele chegou a contestar a eficiência desse imunizante em outubro e em dezembro de 2020. Quando se manifestou à respeito do assunto, o ex-secretário disse que ele e a esposa estavam na linha de frente do combate à Covid no município e que por isso tomaram a vacina. Além da improbidade, a ação protocolada pedia uma retratação pública dos dois, multa de R$ 50 mil e que as imagens de ambos fossem desvinculadas da campanha de imunização do município. Ex-secretário de saúde de Serra do Navio e esposa viram réus por furarem fila da vacina Relembre o caso Em 19 de janeiro, o secretário recebeu uma das 89 destinadas à Serra de Navio, que fica a 213 quilômetros da capital; ele divulgou vídeos de sua imunização. Em outubro e em dezembro de 2020, em redes sociais, Scooth contestou a eficiência do imunizante produzido pelo laboratório chinês Sinovac. Nesta primeira etapa da vacinação, conforme os planos Estadual e Nacional de Imunização, só podem ser vacinados profissionais de saúde da linha de frente de combate à Covid-19, idosos, indígenas e idosos que estão em instituições de repouso e asilos. Junto com os pedidos de afastamento e retratação pública, a ação exigiu ainda que Scooth e Regiane paguem multa de R$ 50 mil pelo dano moral à comunidade, além de terem as imagens desvinculadas da campanha de vacinação na cidade. Justificativa À Rede Amazônica, afiliada da TV Globo no Amapá, Scooth disse que toda a equipe de frente do combate à Covid-19 foi vacinada e que tomou a vacina porque se considera linha de frente. Em relação à mulher dele também ter se imunizado, o agora ex-secretário explicou que ela é assistente social, pós-graduada em saúde da criança e que trabalha na prefeitura na equipe de saúde que atende pacientes com Covid-19. Posts Scooth atuava no cargo desde o início da pandemia da Covid-19. Pelas redes sociais, ele alegou que é do grupo de risco por ser bariátrico, cardíaco, e em novembro de 2020, escreveu que testou positivo para a Covid-19, mas que foi assintomático no período em que ficou infectado. Também foi pela internet que ele questionou a eficácia da vacina CoronaVac, produzida em laboratório na China. Em outubro de 2020, Scooth compartilhou uma publicação que comentava que os chineses não tomaram a vacina, mas que eles queriam que os brasileiros tomassem, e escreveu "Vacina da China deixa eles tomarem.... Esse povo não mandou nada que preste para o mundo". No entanto, os chineses foram imunizados com a CoronaVac. Em outro post, no dia 30 de dezembro de 2020, ele escreveu: "Envenena o povo e vende a vacina. Da pra acreditar?", se referindo à China, onde foi confirmado o primeiro caso de Covid-19, decorrente do SARS-CoV-2, o novo coronavírus. Sobre as postagens declarou que depois que a vacina foi aprovada pela Anvisa e de ele ter recebido recomendações médicas, mudou de opinião no que diz respeito às críticas que havia feito ao imunizante. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

Alguns fiéis ainda estavam no local quando o assassino chegou em uma motocicleta, e disparou diversas vezes contra a vítima. A vítima foi assassinada poucos minutos depois de acabar uma missa. Rafaela Duarte/SVM Um homem, que não teve a identidade repassada, foi assassinado com disparos de arma de fogo, na noite desta quinta-feira (4), no Bairro Cristo Redentor, em Fortaleza. O crime aconteceu na escadaria da Igreja Nossa Senhora das Graças, enquanto a vítima esperava doação de alimentos após o fim de uma missa. A celebração religiosa tinha acabado instantes antes do homicídio. Alguns fiéis ainda estavam no local quando o assassino chegou em uma motocicleta, e disparou diversas vezes contra a vítima. Logo após, o criminoso fugiu e segue desconhecido. Os policiais do 20º Batalhão de Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram acionados para uma ocorrência de disparos de arma de fogo no local, e quando chegaram a vítima já estava morta. Os moradores e fiéis que estavam na igreja relataram não conhecer o homem morto, o que dificultou a identificação inicial da vítima. Apesar da movimentação na igreja, não há relatos de outras pessoas atingidas pelos disparos. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Fortaleza deve investigar o caso. O G1 entrou em contato, por email, com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) sobre o caso. Assista às notícias do Ceará no G1 em 1 Minuto

Assista aos vídeos do telejornal com as notícias da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Assista aos vídeos do telejornal com as notícias da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.
Entre as recomendações estão: a coordenação nacional de crise, a implementação de um plano nacional de comunicação e o envio de recursos extraordinários ao SUS. Procuradores da República de 24 estados e do DF pedem que PGR faça recomendações ao Ministério da Saúde Procuradores da República de 24 estados e do Distrito Federal pediram que o procurador-geral, Augusto Aras, faça 11 recomendações ao Ministério da Saúde no combate à pandemia. Entre elas, a coordenação nacional de crise, a implementação de um plano nacional de comunicação, o envio de recursos extraordinários ao SUS, o apoio financeiro para ampliar a vacinação e medidas para impedir novos casos. Os procuradores deram um prazo de cinco dias para o Ministério da Saúde se posicionar, sob risco de adoção de medidas cabíveis. Augusto Aras assinou o ofício e vai enviá-lo ao ministério.

Profissionais da regulação relatam a rotina de ter que escolher quem poderá ser transferido para a UTI e quem terá que aguardar. RS tem mais de 100% das lotação pelo terceiro dia seguido. "Posso estar condenando um paciente", diz funcionária da central de regulação de leitos Com mais pacientes precisando de tratamento intensivo do que leitos de UTI disponíveis nos hospitais, cabe à Central de Regulação de Leitos a escolha de quem poderá receber atendimento e quem terá que aguardar por uma vaga cada vez mais rara. "A minha escolha, que fiz agora há pouco, por exemplo. Escolhi um paciente para colocar [em leito de UTI] e posso estar, com isso, condenando um paciente, infelizmente, a permanecer onde ele está, com parcos recursos para atendimento, e esse paciente, muito provavelmente, não vai sobreviver", lamenta Denise Tessler, coordenadora da Central de Regulação de Leitos de Porto Alegre. Ela afirma que, nesses momentos, pensa na própria família. "A gente começa a pensar que esse paciente não é só um nome, um número, aqui para nós. Ele tem uma história, ele tem uma família, ele tem pessoas. É muito triste isso", emociona-se. Coordenadora da central de leitos se emociona com superlotação nos hospitais da Capital Reprodução/RBS TV Veja a ocupação dos leitos de UTI e clínicos em Porto Alegre Nesta quinta-feira (4), a ocupação dos hospitais da Capital era de 103,78%. Havia 638 pacientes com Covid-19 em UTI, e 161 ainda aguardavam leitos. O ideal é que os pacientes que mais precisem saiam o mais rápido possível das emergências para os hospitais. Mas não há vaga, nem para Covid, nem para outras doenças. "Antes a gente ordenava, mas sabia que conseguiria pôr todos para dentro do hospital. Demorando mais ou menos, eles teriam acesso. Hoje, infelizmente, a gente sabe que aqueles que ficam por último provavelmente não vão chegar a tempo no leito de hospital", afirma Jorge Luiz Silveira Osório, diretor-geral da Regulação de Porto Alegre. A conversa diária é com 20 hospitais da Capital, conectados de forma simultânea, em um esforço conjunto para tentar acelerar as transferências. Minutos podem fazer a diferença entre a vida e a morte de alguém. "A gente está no pior momento. O número de solicitações em tempo pré-pandemia era, em média, de 20, 15 solicitações para regular. Hoje a gente tem 150. A gente lidava diariamente com 15 pacientes. Hoje, a gente lida com 150", compara Jorge Luiz. Equipes de regulação de leitos enfrentam o desgaste emocional no RS Professora lembra drama para transferir a sogra: 'Coisa mais triste' Como não há leitos para todo mundo, é preciso definir prioridades. Os que estão nos pronto-atendimentos e nas emergências, os mais graves e os que têm mais chances de sobreviver vão para ponta da fila. A professora Ângela Zanettini acompanhou a sogra em um pronto atendimento. Os rins da dona Odete pararam de funcionar e a transferência era urgente. Mas ela ainda teve que esperar a vaga por quatro dias. "Ela não conseguiu leito logo por causa da Covid, do grande número de pessoas, chegando a toda a hora no hospital. Não tinham leito porque eles tinham que acomodar aquelas pessoas que estavam ali já com falta de ar, tendo que ser entubadas. Era uma coisa mais urgente do que o caso da minha sogra. Então, ia sendo passado na frente, e o leito não liberava nunca", recorda Ângela. Pacientes em cadeiras, enfermarias lotadas, doentes esperam transferência dentro dos pronto-atendimentos. A professora lembra que testemunhou isso tudo de perto. "Foi muito horrível. Ambulância chegando o tempo todo, aquele desespero, e os próprios enfermeiros diziam: 'Não tira a máscara porque a gente está acabando de entubar uma pessoa aqui do outro lado da parede'. Aquilo dava um desespero na gente, porque a gente via aquele monte de gente no corredor, ajeitados numas poltronas. Porque não é cama; é cadeira, é poltrona. É a coisa mais triste, porque são seres humanos, pessoas como a gente, e a gente vê ali aquelas pessoas atiradas, porque não tem um lugar melhor pra ficar", relata. "A gente vê, vindo para cá de manhã cedo, gente na rua que certamente está vindo de festas, nem aí, nem máscaras, todos juntos. Quando a gente sabe que, depois, essas pessoas vão chegar em casa e estão contaminadas, ou são os próximos que vão chegar na nossa tela. Ou pior: ainda vão contaminar os familiares, muitos que nem a primeira dose da vacina têm, e são aqueles que vão precisar", alerta Denise. "A gente não consegue dormir por pensar 24 horas na situação. Mas a gente não vai desistir", garante o diretor. Ocupação de leitos de UTI em Porto Alegre é de 103% Reprodução/RBS TV Vídeos: RBS Notícias Initial plugin text
Também por causa da pandemia, a edição do Rock in Rio em Lisboa foi adiada. O início da venda de ingressos fica mantido em 2021, assim como o anúncio das atrações. Por causa da pandemia, a organização do Rock in Rio transferiu para 2 de setembro de 2022 o festival que estava marcado para este ano. A edição do Rock in Rio em Lisboa ficou para junho do ano que vem. O início da venda de ingressos fica mantido em 2021, assim como o anúncio das atrações.
O município de Parintins, o segundo mais populoso do Amazonas, já registrou mais de 8.500 casos de Covid e quase 300 mortes. Segundo município mais populoso do Amazonas recebe equipamentos de UTI O município de Parintins, o segundo mais populoso do Amazonas, recebeu na quarta-feira (3) equipamentos para dez leitos de UTI com o dinheiro pago por uma empresa que antecipou o recolhimento de impostos. Parintins já registrou mais de 8.500 casos de Covid e quase 300 mortes. O ritmo atual de vacinação no Brasil levou nesta quinta (4) governadores estaduais, prefeitos e procuradores da República a cobrar providências do governo federal para a imunização em massa da população.
Nota assinada na quarta (3) pelos advogados do empresário Juscelino Sarkis, antigo dono da casa, revela que o senador ainda deve R$ 1,78 milhão. Documentos revelam contradições no pagamento feito por Flávio Bolsonaro na compra da mansão Documentos revelam contradições no pagamento feito pelo senador Flávio Bolsonaro na compra da mansão em Brasília. A informação está na primeira cláusula da escritura de compra e venda da mansão do senador Flávio Bolsonaro e foi publicada nesta quinta-feira (4) pela “Folha de S.Paulo”. A TV Globo também teve acesso ao documento. “O vendedor declara já haver recebido dos compradores o valor relativo à parcela dos recursos próprios indicada em recursos próprios do item preço da compra e venda/forma de pagamento.” De acordo com o documento, o senador Flávio e Fernanda, mulher dele, pagaram R$ 2,870 milhões com recursos próprios e o restante, R$ 3,1 milhões, por meio de um financiamento no Banco de Brasília, o BRB, com uma taxa de juros reduzida, de 3,71% ao ano. Na terça-feira (2), o antigo dono da casa, o empresário Juscelino Sarkis, disse que o negócio estava todo quitado, como consta da escritura. “Tudo pago. Uma parte ele pagou, outra parte ele pegou financiamento, também já foi pago. A transação está ok.” Mas uma nota assinada na quarta (3) pelos advogados do empresário revela que Flávio Bolsonaro ainda deve R$ 1,78 milhão. Segundo os advogados, ele pagou R$ 3,1 milhões que vieram do financiamento do BRB e mais R$ 1,9 milhão em três transferências bancárias em novembro e dezembro. Advogados especialistas em transações imobiliárias dizem que a escritura é um documento de fé pública, que serve como prova, e que a situação pode ser entendida como falsidade ideológica. O artigo 299 do Código Penal diz que é falsidade ideológica “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita”. O empresário Juscelino Sarkis disse nesta quinta, por mensagem, que todas as informações já foram prestadas. Os advogados de Sarkis, que assinaram a nota na quarta, nesta quinta não retornaram as tentativas de contato do Jornal Nacional. A mansão comprada pelo senador fica num condomínio de poucas casas, numa área nobre de Brasília. Flávio Bolsonaro já tem a posse do imóvel. Mas além de dever R$ 1,78 milhão diretamente ao antigo dono, Flávio Bolsonaro terá que pagar, pelos próximos 30 anos, uma prestação de cerca de R$ 20 mil todo mês. O financiamento é vinculado ao IPCA, índice que mede a inflação e que tem aumentado mês a mês. Ou seja, com inflação em alta, a dívida acaba subindo. Neste momento, a prestação já compromete mais da metade da renda mensal declarada por Flávio e a esposa dele. O Jornal Nacional perguntou à assessoria do senador quando e como ele pretende pagar o que deve diretamente ao antigo dono, mas ele não quis responder. O senador Flávio Bolsonaro tem afirmado que toda a negociação é legal, que os recursos para a compra da casa vieram da venda de uma participação em uma loja de chocolates e do imóvel onde ele morava, na Barra da Tijuca, no Rio. Mas ele não apresentou nenhum comprovante e o documento público de registro dessa venda ainda não existe. O senador é investigado no esquema da rachadinha quando ainda era deputado estadual, no Rio. A suspeita é que ele tenha desviado recursos de parte dos salários de assessores dele na Alerj e que tenha usado imóveis para lavar o dinheiro.